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"A dívida como ela é" (Repórter TVI)

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 26.07.15

Uma das caixas fechadas a sete chaves aqui abertas é a dívida, "a dívida como ela é".

Esta é uma magnífica reportagem de Victor Moura-Pinto, editada por uma equipa talentosa.


Esta reportagem é mais reveladora e eficaz do que os discursos moralistas da coligação governamental, apelando ao medo do futuro. E mesmo mais reveladora e eficaz do que os discursos críticos e indignados da oposição. 

Porque nos mostra a realidade quotidiana de muitas famílias apanhadas na lógica perversa da austeridade.

 

 

 

 

 

 

publicado às 12:38

Eleições legislativas: os novos partidos (d' A Vida na Terra, 24/07)

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 25.07.15

Ontem vi este programa na RTP Informação. E qual é a ideia que aqui nos surge de debate?


- debate é frases rápidas com tempo limitado: o jornalista não dá tempo aos convidados para apresentar devidamente as suas perspectivas;


- debate é interromper o convidado: o jornalista interrompe sistematicamente Joana Amaral Dias quando esta tenta desmontar o sistema político actual;


- debate é uma discussão animada: o jornalista não interrompe o emocional Marinho Pinto quando se atira ao pacífico Rui Tavares.


Gostei sobretudo da postura de Joana Amaral Dias, afirmativa e certeira: Ninguém sabe exactamente qual é a composição desta dívida... Há uma parte substantiva desta dívida que serviu para cobrir prejuízos privados... 

Faltam mais mulheres na política portuguesa.


Também achei interessante a perspectiva de Garcia Pereira sobre os novos partidos, como o Syrisa na Grécia, pela classe social que representam: a classe média que foi muito penalizada pela austeridade. Nesta perspectiva, estes partidos nada trazem de novo, pois vivem num equívoco: acreditar que é possível combater a austeridade mantendo-se no euro.


Outra ideia que fica é realmente a de um debate da 2ª divisão (alguém disse isto) em paralelo com debates de 1ª.

E no entanto... abriram-se aqui algumas caixas há muito fechadas a sete chaves...

 

 

 

 

 

 

publicado às 09:18

Confundimos frequentemente rigor com rigidez e flexibilidade com indecisão.


Rigor é a capacidade de definir prioridades e avaliar o trabalho com objectividade.

Rigidez é fixar-se teimosamente numa única solução, incapaz de ouvir os outros, fechado sobre si próprio como uma concha.


Flexibilidade é a capacidade de adaptar cada passo às circunstâncias, de ouvir os outros, e corrigir a rota se preciso for.

Indecisão é a ausência de uma bússola interior, os valores a seguir quando tudo falha à nossa volta.


É importante distinguir estas características na actividade dos políticos que agora se apresentam a eleições.


E atender igualmente aos paradoxos que nos aparecem à frente. Palavras-chave, que já começamos a ver em mensagens de outdoors, a indicarem precisamente o contrário do que nos ocorre quando vemos os seus autores. Pode uma palavra tão forte como confiança ser proposta por um partido como o PS? Já provaram merecer a nossa confiança? 

Andei aqui 4 anos, pelo menos, a tentar perceber o que estava a acontecer à nossa volta, a nível cultural, social e económico. Agora vejo as mesmas personagens a aparecer enquadradas pela palavra-chave confiança. 

E não é suficiente chamar pessoas da ciência para cabeças de lista. Porque a cabeça de todas as listas é uma confusão de prioridades várias, a indecisão nas encruzilhadas e nos grandes desafios.

E vão-nos surgir encruzilhadas no caminho, e grandes desafios.


Observem com atenção cada proposta política, mas sobretudo observem primeiro quem as propõe. Não se fiquem apenas pelas palavras, por mais fortes que vos soem ao ouvido.

 

 

 

 

 

 

publicado às 17:15

Como já disse aqui, a austeridade em nome da estabilidade da eurozona, revelou a fórmula: austeridade para pobres prosperidade para ricos.

Agora, na situação da Grécia, vemos revelada a seguinte fórmula: quem mais insiste na estabilidade é quem provoca a instabilidade. O mesmo é dizer: o obsessivo pelo controle é quem provoca o caos.


O FMI aparece sempre com relatórios tardios. Deve ser por isso que a lista dos países que ficaram melhor depois da sua intervenção seja esta.

Vimos Christine Lagarde a pressionar queremos o nosso dinheiro... a Grécia tem de apresentar mais medidas... e aquela do diálogo com adultos na sala... e agora, quando tudo já se complicou, vem o FMI apresentar um relatório que confirma o que o governo grego pediu? É para tentar compor o que ajudou a estragar?


Quem provoca mais instabilidade, caos e destruiçao? O sistema financeiro, os mercados, e quem defende a sua lógica: a banca, as corporações, os tecnocratas, os políticos, etc. Precisamente os que insistem na estabilidade, no controle, na austeridade.


Este clube utiliza uma argumentação sinuosa e falsa: é a ideologia... não querem cumprir o acordado... não querem fazer reformas...

Falso: não se trata de ideologia nenhuma, é a vida real das pessoas que está em causa.

Falso: o acordado é apenas a imposição do BCE, da CE e do FMI.

Falso: as reformas, as medidas, o ajustamento dirigiu-se à economia e ao trabalho, precisamente o que poderia pagar a dívida. Não se mexeu nos desequilíbrios (incluindo os provocados pelo euro), na grande fuga fiscal, nos paraísos fiscais, incluindo os da Europa, na desregulação dos mercados, na corrupção, na má gestão privada ou pública, precisamente naquilo que condiciona o futuro e que escraviza gerações.


Qual a lógica que irá prevalecer na Europa? A da finança ou a da economia? Vejamos o exemplo da Coreia do Sul.

Este é o debate actual, não é uma questão de ideologia.

 

 

 

 

 

 

publicado às 14:59


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